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sábado, 9 de abril de 2011

“Acho injusto comparar um governo de oito anos com um de dois anos e quatro meses” Galo


O presidente do PV se refere à prática de comparar o governo do ex-prefeito Edinho Silva (PT) sobre a atual gestão de Marcelo Barbieri (PMDB) 

Nesta semana, foi entrevistado na redação do jornal Folha da Cidade, o presidente municipal do Partido Verde em Araraquara Fernando César Câmara. O Partido Verde abriga uma das principais lideranças da cidade que é Edna Martins, sendo vereadora por dois mandatos, primeira mulher presidente da Câmara e candidata a prefeita nas últimas eleições. Durante as próximas semanas continua o ciclo de entrevistas especiais aos domingos com presidentes de partidos da cidade, abordando temas como as próximas eleições municipais, a reforma política e demais assuntos importantes do cenário local.
Com isto a população ganha mais um espaço de discussão qualificada, aprofundando temas importantes. A entrevista foi dividida em temas, para a melhor organização e apreciação dos leitores.
Sobre seu partido Galo afirmou “estou no PV desde 1999, o PV em Araraquara é um partido em formação, mas com formação suficiente para gerir a cidade, nós somos uma alternativa real de poder”. Confira abaixo na íntegra:

PV e organização partidária
O partido verde é um partido novo, temos um conselho nacional que trabalha junto da executiva nacional, depois temos os diretórios estaduais, onde no  diretório estadual de São Paulo, por exemplo, temos uma organização regional por bacia hidrográficas, em Araraquara somos da bacia 15 que é composta por 37 cidades da região com 5 coordenadores, onde sou um deles, e por fim, temos os diretórios municipais. Estamos agora num processo de democratização no partido, estamos debatendo internamente para que tenhamos eleições diretas em todos os níveis do partido. É um momento muito interessante do partido, eu, Edna Martins e nosso grupo defendemos proposta de maior democratização do partido nesta discussão junto de Marina Silva [foi ministra do Meio Ambiente na gestão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e candidata à presidência da República pelo PV nas eleições de 2010]. Temos hoje, por volta de 400 filiados em Araraquara e ocorrem reuniões da executiva de 15 a 21 dias, e todo mês temos plenárias da executiva com filiados. Eu integro instância regional do partido e a Edna Martins a nível estadual, então estamos sempre debatendo no partido questões do cenário político.
Eleições municipais de 2012
Quem tem uma liderança como a Edna Martins não pode deixar de pensar em uma candidatura, apesar de temos a maturidade suficiente para dialogar com todas as forças. O partido verde vai contribuir com o desenvolvimento de Araraquara e temos ainda que pensar no fortalecimento do partido através da Câmara Municipal. O que está na pauta do PV hoje é fortalecer os projetos de qualidade de vida e sustentabilidade no município, seja com candidatura própria ou não. Já nos reunimos com os grupos da cidade, estamos conversando bastante, quero confessar que a conversa com os representantes do grupo a favor da reeleição do prefeito Marcelo estão mais avançadas.
Marina Silva
A Marina é uma figura de grande capacidade política e gestão, é uma pessoa encantadora pelo seu desapego. Ela apóia o fortalecimento democrático do partido e tem um comprometimento com um modelo de desenvolvimento sustentável, e ela entende o papel dela e reconhece a importância do partido na votação que ela obteve nas eleições presidenciais de 2010.
Cultura política
Considero que Araraquara sempre teve bons prefeitos, isto é uma marca da força do cidadão araraquarense que sabe escolher os seus representantes. Nosso município tem força e tradição política.
PV e Araraquara
Na minha gestão do PV nos últimos dois anos, me sinto vitorioso pelo espaço que conquistamos na cidade e pela vinda da Edna Martins para o nosso partido, hoje temos um grupo organizado. Araraquara é hoje uma cidade com qualidade de vida excelente, em pleno desenvolvimento, mas não nasceu há 10 anos. Nesta gestão do prefeito Marcelo Barbieri me surpreende positivamente, pelo compromisso que ele vem mostrando com a cidade. O Marcelo deu continuidade ao trabalho de governos anteriores, pois pegou uma cidade com obras inacabadas e estão dando prosseguimento as obras e entregando, mostrando que tem compromisso com toda a cidade. Nós estamos dialogando com todos os setores da cidade, dos movimentos sociais, para que 2012 também seja um processo de desenvolvimento de Araraquara. Queria citar ainda o processo de revisão do Plano diretor, é muito importante esta discussão para a cidade, temos que pensar na cidade no futuro que teremos para os nossos filhos.
Número de Vereadores
O partido verde defende que a representação tem que ser ampliada. Acho lamentável distorcer a discussão, a Câmara Municipal de Araraquara sempre foi enxuta, sempre teve contas aprovadas. Hoje a Câmara pode usar até 6% da receita gerada no município, tenho informações que a Câmara gasta 1,33%. Todos estão atuando com responsabilidade. Não podemos desqualificar a Câmara numa discussão simplista, a população está aumentando e precisamos ter uma representação na Câmara. Defendemos a ampliação da representação.
Reforma política
Principalmente, sobre a impossibilidade das coligações nas proporcionais os partidos menores terão dificuldades em conseguir eleger os seus vereadores. Por outro lado fica mais claro qual o programa da de cada partido e candidato. Entendo que o quociente eleitoral de certa forma garante uma representação, pois se o partido “x” que faz 50 mil votos elege seus vereadores, já o partido “z” que atingiu apenas cinco mil pode também eleger seu vereador. Mas, é uma discussão ainda a ser pensada pelos políticos.

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

“Vamos retomar o conselho municipal de Juventude”, afirma novo assessor


Em entrevista, na redação do jornal Folha da Cidade, o novo assessor de juventude comenta expectativas sobre a pasta. Ely Silva (PMDB), 33, foi recentemente nomeado ao cargo de assessor especial de políticas de Juventude. Participou também da entrevista o atual coordenador do Orçamento e Participação Para Todos Marcos Daniel (PMDB), 27.
Como metas para a assessoria da Juventude Ely Silva destacou a intenção de retomada dos processos de construção com a juventude, como por exemplo, o Rap da Paz, que está sendo planejado para sua segunda edição e tem como objetivo integrar atividades na periferia com políticas públicas.
Outro objetivo citado pelo assessor foi “queremos retomar as atividades do Conselho Municipal de Juventude (Comjuve) para importantes debates sobre políticas públicas”. O Conselho interrompeu suas atividades em 2010, segundo Marcos Daniel, por dificuldades de participação dos membros constituídos. Em 2009, a assessoria de juventude tinha Marcos Daniel à frente, em 2010 passou a ser ocupada por Jeferson Tomaz Casalle e atualmente assume a pasta Ely Silva, que tem trajetória marcada pelo trabalho com a área musical em Araraquara.
Sobre a relação da juventude com a política afirmaram “existe uma visão negativa sobre a política entre a juventude, mas acredito que podemos apresentar aos jovens novas perspectivas sobre a política”. Sobre a relação com a juventude Ely Silva destacou a importância da construção de um diálogo mais constante com juventude sobre temas importantes da sociedade.
Outro tema destacado em entrevista foi projeto da Prefeitura Municipal que prevê o combate a prática do bullying, “temos um projeto de conscientização sobre o tema como forma de combate às práticas violentas”, afirmou Marcos Daniel.

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Câmara com treze vereadores é menor do que na Ditadura Militar



Para visualizar no formato ampliado, por favor, clicar no gráfico desejado

Segundo dados obtidos na própria Câmara Municipal de Araraquara,  um dos períodos de menor número de vereadores na sua história corresponde ao total de 15 parlamentares e perdurou durante a 6º legislatura (1969-1973) até a 8º (1977-1983) durante, portanto, o período em que vigorou o regime de restrições drásticas de liberdade no Brasil, o regime militar. Nos últimos anos a Câmara foi reduzida para 12 vereadores [por medida do Tribunal Superior Eleitoral] no mandato de 2005 a 2008 e está em treze atualmente. Na votação neste ano que previa alteração no número de vereadores foi aprovado em votação no plenário o aumento para 21 parlamentares.
Mas, ressurge agora a proposta de rediscutir o projeto que altera o número de vereadores, onde não podemos permitir argumentos distantes da política e da tradição legislativa araraquarense.
Histórico

Se considerarmos a 2º legislatura da Câmara que vigorou de 1952 a 1955, o número de vereadores foi fixado em 19 e seguiu assim até o mandato de 1964 à 1969, diminuindo para 15 apenas com o início do regime ditatorial que suspendeu normas democráticas de nosso país. Com o retorno da democracia no país, o legislativo em Araraquara na sua 9º legislatura (1983-1988) retornou para 17 vereadores, no próximo mandato para 19, e na 11º legislatura aumentou para 21 parlamentares. Para em 2005, segundo determinação na época diminuir para 12, onde somente na atual legislatura 15º (2009-2012) ser aberta a possibilidade de se retomar para um nível mais equilibrado da relação entre eleitorado e legislador. Foi assim, apresentada uma norma constitucional que aponta para cidades com o porte populacional de Araraquara a indicação de 21 vereadores.
O argumento de aumento de gastos não se justifica, pois a Câmara Municipal pode utilizar até 6% da receita do município, mas utiliza por mês apenas 1,33%, segundo balanço do mês de dezembro de 2010. Portanto, o legislativo da nossa cidade não se utiliza de gastos exorbitantes, sendo muito longe de tal. 
Se observarmos ainda a história legislativa de Araraquara até a atualidade se perceberá um alto crescimento de eleitores, ao mesmo tempo em que notamos apenas dois momentos em nossa história onde diminuem o número de parlamentares, na ditadura militar (15) e atualmente (13).
Não podemos permitir um recuo tão grande da democracia em nossa cidade, não devemos desconsiderar dados importantes desta questão. Como, por exemplo, Araraquara em 1952 contava com 19 vereadores que, por sua vez, representavam 630 eleitores e agora vive num cenário de 13 vereadores que representam 11.107. Qual a razão lógica para termos uma diminuição dos vereadores sendo que temos um número crescente de eleitores? Distanciar os eleitores de seus representados?

Que prevaleça a democracia e a sua história. Como sempre vigorou.

Publicado no jornal Folha da Cidade, Araraquara - São Paulo

Luís Michel Françoso

terça-feira, 5 de abril de 2011

Por que a Casa do povo está ficando vazia?


Se a Câmara Municipal de Araraquara sedia o poder legislativo do município e, portanto, é denominada “Casa do Povo”, por que está ficando a cada ano mais vazia se o eleitorado está aumentando? A pergunta se justifica para o atual debate sobre a alteração do número de vereadores no legislativo araraquarense.  Ontem (05) durante sessão legislativa os vereadores Serginho Gonçalves (PMDB) e Tenente Santana (PSDB) afirmaram que irão alterar o seu voto e apoiar a manutenção em 13 vereadores, os parlamentares haviam votado para 21 quando da votação neste ano do projeto que alterou a quantidade dos atuais 13 vereadores para 21.
Tenente Santana (PSDB) ponderou que na época votou para 21 por ser presidente da comissão de Justiça e tomar contato com pareceres jurídicos que apontavam que Araraquara poderia ter somente de 20 a 21 vereadores, o parlamentar afirmou ainda que irá ouvir seu partido antes de tomar por definida sua opinião. Caso, Juliana Damus (PP) repita o apoio a proposta da bancada petista (vereadores Márcia Lia, Edio Lopes e Carlos Nascimento) haveriam seis votos favoráveis a manutenção em 13 parlamentares. O presidente Aluisio Braz, o Boi, (PMDB) questionado se em caso de desempate apoiaria a proposta de 13, afirmou que sim, e que caso se confirme a mudança de votos de parlamentares sobre a questão está disposto a reapresentar o projeto na sessão da próxima terça-feira (12). Os vereadores aguardam resultado de Audiência Pública a ser realizada nesta sexta-feira (08) no plenário da Câmara que debatera o assunto com a população.
Peço, aos leitores que olhem com cuidado e paciência o grande número de dados, reconheço, que trago nesta coluna e que reflitam sobre a relação entre eleitor e vereador. Não tenham dúvidas que a melhor média para se medir o trabalho da Câmara é a sua capacidade de atender a demanda dos seus eleitores. Mas, como se pode melhorar o trabalho do legislativo se considerarmos que em 2002 cada vereador representava 5.616 eleitores e em um mandato depois, agora em 2011, o índice já saltou para 11.107 representados?

O que está em jogo

No final do ano passado a Câmara passou a debater o assunto, onde após reunião entre vereadores e presidentes de partidos ficaram decididas duas coisas: o debate não cabia ser levado a população e a decisão somente sairia neste ano, com um leve indicativo de apoio de aumento para 21 vereadores.
Como previsto as duas propostas foram seguidas à risca neste início de ano, onde após debates em plenário os próprios vereadores decidiram pelo aumento para 21 vereadores. Mas, na última semana falou a voz da consciência aos ouvidos da Câmara e passou–se então a especular o retorno da discussão, porém com um diferencial importante agora em favor da participação da população no debate.
Estranho é que o argumento que serve aos defensores da diminuição de vereadores dos 21 aprovados para 17 ou 13 é de que um número menor de parlamentares não define uma diminuição de representatividade. Ou seja, que a qualidade do trabalho de um vereador para a cidade não se mede em números. Pois bem, resta saber então porque defender 21 vereadores significa um aumento de problemas para a cidade. A questão de número não vale para quando se diminui, mas vale para quando aumenta?
Pergunto ainda, onde estavam todos quando na discussão do ano passado venceu a proposta na mesa de negociação que previa votar o aumento do número de vereadores sem a participação da população no debate? Os vereadores não mudaram durante este período, mas ao que parece as opiniões sim. O que não mudou é a proporção de eleitores cada vez maior para um número cada vez menor de parlamentares.
Pensem numa loja que não tem capacidade de atender os seus clientes, pois projeta suas dimensões físicas e produtos de forma cada vez menor enquanto seus compradores somente fazem aumentar. Araraquara em 1952 contava com 19 vereadores que, por sua vez, representavam 630 eleitores e agora vive num cenário de 13 vereadores que representam 11.107.
Temos que ter a clareza de reconhecer que número de vereadores não aumenta os problemas da cidade nem os diminuem. Ou será que os próprios políticos acreditam que são a fonte que geram problemas ao município?

Relação do número de vereadores por quantidade de eleitores a cada 20 anos em Araraquara

1952
Araraquara apresentava uma média de 630 eleitores representados por cada um dos 19 vereadores eleitos na 2º legislatura da Câmara Municipal de Araraquara (1952-1955).

1972
No ano de 1972, na 6º legislatura (1969-1973), tínhamos uma média de 2.314 eleitores representados por cada um dos 15 vereadores.

1992
Em 1992, na 10º legislatura (1989-1992) com 19 vereadores, a média de eleitores por parlamentar foi de 4.563.

2011
Agora em 2011, na 15º legislatura com 13 vereadores, chegamos a uma média de eleitores por parlamentar de 11.107.


Publicado no jornal Folha da Cidade – Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso



segunda-feira, 4 de abril de 2011

Entrevistas representam diferenças de posições na cidade


No próximo domingo (10) continuam reportagens com presidentes de partidos da cidade



Durante as últimas semanas foram publicadas no jornal Folha da Cidade um ciclo de entrevistas especiais aos domingos, onde foram selecionadas as lideranças de cada uma das forças políticas existentes na Câmara Municipal de Araraquara. A partir, do resultado das entrevistas segue quadro abaixo com resumo das posições apresentadas por componentes do legislativo. Agora, novas entrevistas vêm sendo realizadas com presidentes dos partidos na cidade, no próximo domingo seguem as novas reportagens.
Para o ciclo de entrevistas na Câmara foram entrevistados os vereadores João Farias (PRB) [líder do governo Marcelo Barbieri (PMDB) no legislativo], Paulo Maranata (PR) [que lidera grupo de quatro vereadores na Câmara que elegeram o atual presidente Aluisio Braz, o Boi, (PMDB)] e Márcia Lia (PT) [líder da bancada de oposição].
Na Câmara municipal são aprovadas praticamente todas as alterações realizadas em Araraquara, assim a opinião dos parlamentares selecionados nestas entrevistas demonstra a forma como se posicionam em importantes articulações de projetos e ações políticas.
Assim, na discussão sobre temas importantes de Araraquara foram notórias as diferenças de posição de cada parlamentar, demonstrando que o processo de renovação da Câmara [nas eleições de 2008, foram eleitos oito vereadores para primeiro mandato], revela divisões de opiniões políticas da população da cidade.
As entrevistas com parlamentares tiveram como objetivo aproximar as pessoas de discussões importantes da vida social no município. Temas como a função da participação popular e do legislativo, a situação da CTA e o Boulevard da Rua Nove de Julho, foram abordados e seguem em resumo no quadro desta pagina. Confira abaixo:



Paulo Maranata (PR)
João Farias (PRB)
Márcia Lia (PT)
Existem três tendências políticas na Câmara Municipal?
“sabemos que a política é um contexto, se formaram três grupos por necessidade de ter uma abertura no governo”
o que está configurado é uma maioria que é a base do governo e uma minoria que é a da oposição”
“existem duas tendências o PT é oposição e os outros são da base do governo”
É por vezes de baixo conteúdo político o debate em plenário?
Concordo plenamente, porque muitas vezes é impróprio”
o debate é rico, o que destoa é o interesse de criar um desgaste no governo”
“muitas vezes é melhor ficar quieto do que realizar um debate inoportuno”
Situação da Companhia Tróleibus Araraquara (CTA)
“Foram prometidos serem comprados  20 ônibus  como também a construção dos mini-terminais, mas eu ainda não vi”
“temos a possibilidade real da aquisição de mais vinte novos veículos, herdamos uma dívida grande”
“A empresa CTA está sucateada, tenho requerimentos sobre o assunto”
Participação Popular e o Legislativo
“Nos Conselhos as pessoas às vezes vão deixando de participar por compromissos particulares ou falta de perfil, e aí entra o papel do legislativo que passa a ter a responsabilidade de levar a questão adiante”
“O espaço político para as grandes discussões da cidade é a Câmara Municipal, aqui está à essência da representação da cidade”
“Eu não tenho dúvida que a participação popular em Araraquara está diminuindo, a cada dia que passa percebemos que os espaços estão acabando”
Boulevard da Rua Nove de Julho
“No meu ponto de vista deveria se transferir no horário de pico os ônibus, porque nos ônibus o prefeito tem acesso, o prefeito tem maior possibilidade de controlar a circulação dos ônibus do que dos carros”
“O prefeito vem buscando uma alternativa para conseguir um equilíbrio ao problema que se iniciou quando da criação do Boulevard, ainda não encontramos a fórmula correta”

“Para mim o Boulevard deveria somente permitir a passagem de pedestres e de ônibus”



 Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

sábado, 2 de abril de 2011

Câmara recua e admiti participação popular sobre número de vereadores



Em coletiva de imprensa convocada ontem (01) na Câmara Municipal de Araraquara que contou com a presença dos vereadores João Farias (PRB), Paulo Maranata (PR) e Serginho Gonçalves (PMDB), os três parlamentares convidaram na oportunidade toda a população para participar de Audiência Pública a ser realizada no dia 08 de Abril, às 19h30, no plenário da Câmara. O tema da audiência será segundo documento, “a revisão do número de vereadores nas Câmaras Municipais e as implicações locais da reforma política em discussão no Congresso Nacional”.
Quando do início da discussão sobre a alteração do número de vereadores no final do ano passado em Araraquara, a proposta que previa um debate popular acerca do tema perdeu nas mesas de negociação. O jornal Folha da Cidade publicou matéria na época intitulada “Políticos avaliam que população não está preparada para debater Câmara”. Participaram da reunião vereadores e presidentes de partidos da cidade. Hoje parte dos vereadores da Câmara anunciaram que irão realizar audiência pública para debater o assunto o PT, por sua vez, promete circular um documento na cidade colhendo assinaturas da população para apresentar projeto de lei, enfim o cenário se modificou.
O movimento de realização da Audiência Pública segundo seus idealizadores tem caráter consultivo sobre a alteração do número de vereadores. Foi realizado convite para participar da atividade todos os partidos políticos da cidade, o deputado federal Dimas Ramalho (PPS), os deputados estaduais Roberto Massafera (PSDB), Edinho Silva (PT) e Antonio Mentor (PT), está convidada ainda toda a população da cidade.
Sobre a realização da audiência João Farias (PRB) afirmou que “estamos mostrando que não temos medo de debater estão questão [alteração do número de vereadores] na Câmara”. Sobre a posição da bancada petista em defender a manutenção em 13 vereadores Farias afirma “o PT vem perdendo lideranças para outros partidos e pode viver uma falta de candidatos a vereadores para formar sua chapa, este discurso de 13 vereadores é conservador e reacionário”. Os três parlamentares que articulam a audiência se definem como contrários a argumentação de manutenção de 13 vereadores e de que a Câmara não realizou a discussão sobre o número de parlamentares no legislativo.
Ainda sobre o PT, o vereador João Farias (PRB) afirmou que “hoje infelizmente o PT vem de forma demagógica realizar um movimento de colher assinaturas para apresentar um projeto popular na Casa, mas o presidente [Aluisio Braz, o Boi, (PMDB) já afirmou que colocará o projeto em discussão novamente caso seja necessário”. Sobre a construção do novo prédio da Câmara, o líder de governo respondeu “esta questão depende de recursos, de fatores como onde faremos? Como?. Mas, já tivemos 21 vereadores neste prédio onde estamos atualmente.”
DEFENSORES DE 17 VEREADORES

Os demais vereadores da Câmara têm opiniões diferentes daqueles que defendem 21 vereadores, casos estes são de Lapena (sem vereador) e Elias Chediek (PMDB). Em entrevista Chediek afirma que caso o projeto volte a ser debatido continuaria trabalhando pela proposta de 17 parlamentares, o vereador utiliza enquanto parâmetro para sua proposta a relação do número de cidadãos em relação à quantidade de vereadores. “Defendo 17 vereadores por conta do volume de trabalho, tratamos de assuntos complexos e em uma grande quantidade, estamos com excesso de demandas com apenas 13 vereadores” complementa Chediek.
O parlamentar se diz ainda contrário ao retorno da discussão do projeto que altera o número de vereadores, por já ter sido debatido e aprovado em plenário da Câmara Municipal.

DEFENSORES DE 13 VEREADORES

Em entrevista a líder da bancada do Partido dos Trabalhadores sobre a realização da audiência pública afirmou “é importante que os vereadores busquem qualificar o debate junto da população, iremos participar da audiência”. Sobre o documento que visa colher a assinatura de 5% do número de eleitores de Araraquara, articulado por petistas, Márcia Lia afirma que deve começar a circular pela cidade na próxima semana. Araraquara conta hoje com um total de 151.949 mil eleitores, segundo consultado o cartório eleitoral da 13º zona de Araraquara.
Seu partido, segundo a vereadora continua a defender 13 vereadores, onde afirma “acreditamos que o que qualifica o legislativo não é o número de parlamentares e sim a interlocução com a sociedade, ouvir as pessoas, debater os projetos de lei”. 


Publicado no jornal Folha da Cidade, Araraquara - São Paulo


Luís Michel Françoso 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novo presidente do PR é confirmado para secretaria de Serviços Públicos


Ontem (31), na Câmara Municipal, ocorreu evento político que selou a aliança entre o partido do vereador Paulo Maranata (PR) com a candidatura do atual prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) à reeleição nas eleições municipais de 2012. Como a indicação do cargo de secretário de Serviços Públicos ficou acordada com o PR, questionado em entrevista sobre a questão, Maranata admitiu que o novo presidente de seu partido Luís Augusto César é o indicado para o cargo de secretário. Já, sobre se o prefeito recebeu a proposta de indicação, Maranata afirmou que sim e que Barbieri já acenou positivamente, mas acordo final ficou para última conversa hoje.
No evento, em discurso o prefeito afirmou que tem interesse em iniciar um diálogo para que o PR passe a participar do seu governo, onde as primeiras conversas devem se iniciar nos próximos dias. O evento marcou ainda a eleição da nova diretoria do PR que tinha anteriormente Maranata enquanto presidente, agora o novo presidente é Luís Augusto César, o secretário-geral é Rodrigo Dutra e o Tesoureiro Paulo Faria.

Fazendo as contas

O prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) vem fazendo um cálculo cuidadoso na sua política com os servidores  públicos, visando uma plataforma favorável com a categoria para as eleições de 2012, quando Barbieri ao que tudo indica irá disputar a  reeleição à Prefeitura. O prefeito ontem anunciou proposta de reajuste salarial de 6,01%, neste ano a Prefeitura cumpriu acordo com a categoria dos servidores selado no ano passado de aumento de 5%, acumulando assim em 2011, o índice de 11,01%.
No total, desde 2002 quando da gestão do ex-prefeito Edinho Silva (PT) até este ano de 2011 na gestão de Barbieri a perda salarial dos servidores em relação aos índices da inflação acumulou em 21,33%. Já o ganho salarial em relação ao período ficou em 9,39%.
Importante destacar é que Barbieri acumula pontos positivos na questão, pois nos três anos de seu atual mandato (2009-2011) houveram ganhos reais ao funcionalismo público, acumulando 7,02% no período, dado significativo considerando que se contarmos desde 2002 o ganho real chega a apenas 9,39%. Há de se admitir, porém, que o resultado positivo pode ser fruto ainda de uma política direcionada sobre o tema, pois em 2010 a margem positiva do reajuste salarial em relação à inflação foi de apenas 0,23%, mas já é o suficiente para garantir um discurso em palanque afirmando genericamente que todos os anos de gestão até o momento estiveram pautados em um superávit.
Outro dado é que o maior aumento registrado desde 2002 pertencia ao ex-prefeito Edinho Silva (PT) que em 2002, sob uma inflação de 12,53%, concedeu aumento de 10% ao funcionalismo público. Mas, com o acumulo de reajuste, no período de 2011 de 11,01% da atual gestão de Barbieri, este passa a ser o maior índice no período. O atual prefeito contou com uma inflação neste ano de 6,01%.
Assim, fica claro que por um lado Marcelo Barbieri terá bons argumentos para defender sua política de reajuste salarial quando das discussões das eleições municipais de 2012. Porém, nem somente de números se faz política, portanto, muitos outros fatores devem pesar, até que se chegue a um balanço positivo sobre a questão.