Boas Vindas !

Olá, todos e todas. Aproveitem o blog.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Ai que dó! - número de vereadores



Ai que dó!

Na sessão da Câmara de Araraquara de ontem (31) foi aprovado o projeto que prevê alterar para 18 o número de vereadores para as eleições municipais de 2012. Em discurso o vereador Pastor Raimundo (PP) declarou “refleti e cheguei a uma conclusão, este será um dia histórico para a Câmara, um jornalista e radialista fez com que o legislativo retrocedesse em sua decisão, só posso dizer aí que dó, que dó”
O vereador repetiu a frase de lamento emitida por um menino em vídeo famoso na internet, em que criança lamenta a morte de uma formiga [o vídeo pode ser assistido acima]. No início deste ano a Câmara aprovou aumento para 21 vereadores e hoje conta com 13, sendo que ontem retomou a discussão aprovando 18.

Bola Fora

Em discurso o vereador Carlos Nascimento (PT) comentou seu projeto que incluiu nos arquivos da Câmara Municipal matérias jornalísticas que analisam o primeiro casamento homoafetivo registrado em cartório na cidade de Araraquara. Nascimento destacou a importância de registro histórico do evento.
O casamento ocorreu na sexta-feira (13) deste mês e foi possibilitado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que regulamentou a união de pessoas do mesmo sexo em todo o país. A decisão do STF deve ser comemorada por proporcionar o avanço no reconhecimento legal de uma realidade existente há muito tempo em nossa sociedade.
Tenente Santana (PSDB) em meio ao debate declarou sobre o casamento ocorrido “estamos no século XXI e a gente respeita, mas bola pra frente,né, cada um casa com quem quer, não é?”

Coleta Seletiva
Do líder de governo João Farias (PRB) em discurso sobre a alteração no número de vereadores “no senso comum nenhum de nós aqui é necessário, somos infelizmente descartáveis perante o senso comum”.

1 + 1 = 18

Na calculadora do legislativo tudo acontece um pouco diferente, o PT começou o debate sobre o número de vereadores defendendo 13, prometeu apresentar um projeto de iniciativa popular e após alguns meses apresentou emenda defendendo 17.
A base do governo por sua vez votou em 21 em sua maioria, com alguns defensores de 17 quando da votação no início do ano. Agora a Mesa Diretora propôs 17 retomando um debate que já havia sido resolvido pela própria Câmara. O líder de governo João Farias (PRB) em nome dos que votaram em 21 passou a cogitar o número de 19. No fim, aprovou-se 18 e o PT apresentou emenda defendendo 17. Confuso? Na verdade boa parte dos vereadores ontem (31) em discurso ressaltaram que este debate pouco tinha a ver com números e sim com concepções sobre o tamanho do legislativo.
Enfim, fica a pergunta, qual será a equação que explica o posicionamento dos parlamentares? A política de fato nunca foi uma ciência exata, o que não significa que esteja livre do raciocínio calculado dos políticos. 

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Material que combate homofobia é tema de debate na sociedade




 O Ministério da Educação (MEC) prepara atualmente material didático para as escolas públicas do Brasil como forma de combater a reprodução da homofobia. O material causou debates acalorados no Congresso Nacional e deve ser distribuído aos professores de todas as escolas públicas de Ensino Médio do país.
Segundo pronunciamento do ministro da Educação Fernando Haddad no dia 27 o material será a pedido da presidente Dilma Rousseff (PT) reavaliado e posteriormente produzido uma nota técnica apontando quais mudanças deverão ser feitas, depois deve seguir para as escolas.
Sobre o tema foi entrevistada a professora da rede pública Ivani Aparecida Torres Azevedo, 54, sobre o tema afirmou “não conhecemos ainda o conteúdo do material, eu trabalho com meus alunos tranquilamente qualquer assunto, converso na linguagem deles, considero que o professor consegue abordar este assunto em sala”.Sobre o recebimento do material a professora Ivani acredita que irá ocorrer uma reunião entre os docentes nas escolas para debater com maiores detalhes o tema.
Questionada sobre a abordagem do tema da diversidade sexual em sala de aula a professora Ivani declarou “claro o assunto já esteve presente em sala, mesmo com o não envio do material de combate a homofobia, os alunos conhecem todos os assuntos, o professor hoje vem acumulando o papel de pai, de mãe, de psicólogo, de tudo, a nossa sociedade mudou, os conceitos são outros, somos muito responsáveis sobre os temas que abordamos em sala de aula, por exemplo, as crianças de 9 a 10 anos já nos questionam sobre questões da sexualidade, a internet esta aí e a televisão também, as coisas estão acontecendo, não é o material do governo em si, é o que está acontecendo, vou estudar o material quando chegar e vou trabalhar com os alunos”.

QUESTÕES HOMOAFETIVAS

O material produzido vem sendo tratado de forma pejorativa como “Kit gay”, numa demonstração de entendimento superficial sobre o tema. O material na verdade compõe um conjunto de políticas públicas que estão direcionadas ao avanço do debate acerca das relações homoafetivas e do direito a diversidade sexual no país.
O material deve ainda ser muito debatido no país, como exemplo, temos a decisão da presidente da República Dilma Rousseff (PT) que após polêmica sobre o tema decidiu que materiais produzidos pelo governo que estejam relacionados aos costumes, deverão passar previamente pela análise do gabinete da Presidência da República. 

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

sábado, 28 de maio de 2011

Tendência política que elegeu Boi está dividida na Câmara


“Até segunda- feira vou conversar com a base que me elegeu para decidir o número de vereadores que vou votar”, afirmou o vereador Serginho Gonçalves


A Câmara Municipal de Araraquara retornou nesta semana ao debate sobre o número de vereadores, após coletiva de imprensa convocada pela Mesa Diretora na terça-feira (24) para apresentar proposta de 17 vereadores. Legalmente o legislativo tem até este ano para estabelecer o número de cadeiras que estarão em disputa nas eleições municipais de 2012, atualmente a Casa de Leis conta com 13 vereadores.
Concedeu entrevista sobre o assunto o vereador Serginho Gonçalves (PMDB) que é presidente da comissão de Justiça, Legislação e Redação e compõe a tendência política de vereadores que elegeu o atual presidente da Câmara Aluisio Braz, o Boi, (PMDB). Serginho que foi um dos principais articuladores da candidatura de Boi à presidência da Câmara afirmou ainda não ter decidido seu voto a favor da proposta de 17 vereadores apresentada por Boi ou pela de 19 do líder de governo João Farias (PRB). Na votação do projeto neste ano que aprovou o número de 21 parlamentares, Serginho votou favoravelmente a alteração dos atuais 13 vereadores para 21.
Sobre sua posição em votar no projeto da Mesa Diretora que propõe 17 cadeiras o parlamentar afirma “as pessoas que votaram em mim, eles não querem que mantenha os 21 vereadores, eu tenho que ouvir minha base, até segunda-feira vou conversar com a base que me elegeu para decidir o número de vereadores que vou votar”.
Quando questionado sobre a situação da tendência que elegeu Boi (PMDB) composta por quatro vereadores [Lapena (sem partido), Paulo Maranata (PR), Serginho Gonçalves e o próprio Boi (PMDB)], Serginho afirma “eu acho que o grupo da forma que estou vendo já não esta existindo mais, o Maranata não está mais com poder de voto, porque foi para o governo,é secretário hoje não mais vereador, restou eu o Boi e o Lapena”.

OPINIÃO DA MESA

Na referida coletiva de imprensa a Mesa Diretora foi questionada pela reportagem sobre os argumentos que embasam a decisão de apoiar 17 vereadores. Sobre o tema o vereador Lapena (sem partido) declarou que os vereadores devem ser menos políticos e mais administradores, já o presidente da Câmara alegou que com um número menor de vereadores é mais difícil se eleger, sendo uma forma de aumentar a qualidade dos agentes políticos eleitos, por sua vez, Juliana Damus (PP) declarou que a população não deseja um aumento do número de parlamentares.
Questionado sobre qual a sua posição sobre a votação do projeto que altera a quantidade de cadeiras para o legislativo, o vereador Serginho respondeu que “primeiramente queria agradecer ao jornal Folha da Cidade por sempre estar ouvindo os vereadores sobre o tema, sobre a pergunta vou deixar para fechar minha posição na segunda-feira (30) quando teremos uma reunião sobre este assunto, temos a proposta de 17 e de 19 vereadores, não sabemos ainda qual será a discussão, eu tenho que esperar, sei que não vai ficar nos 21, pelos menos por meu voto isto posso garantir”.

INDECISÃO POLÍTICA

Assim, apesar de no início deste ano o projeto que altera o número de parlamentares tenha sido votado aprovando o número de 21 vereadores, com a proposta de 17 parlamentares apresentada pela Mesa Diretora o projeto promete ser novamente votado na sessão da semana que vem no dia (31).
A polêmica sobre o tema é grande e está polarizada entre a proposta do presidente da Câmara Aluisio Braz, o Boi, (PMDB) que defende 17 parlamentares e o líder de governo João Farias (PRB) que defende 19.

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

Meus Caros,

Queria agradecer fraternalmente a fidelidade dos leitores do nosso blog, converso pelas ruas e todos tem gostado muito do trabalho apresentado.

Logo mais estaremos chegando a 3 anos da existência deste blog, que se propõe a ser um espaço aberto de debate.

Continuem acompanhando e opinando !

Muito Obrigado

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Sismar promete manter passeatas da greve

Valdir Teodoro Filho presidente do Sismar (Sindicato dos Servidores Municipais de Araraquara e Região) concedeu entrevista sobre o atual movimento de greve que mobiliza o funcionalismo público de Araraquara. Diariamente parte dos funcionários da Prefeitura se mobiliza em favor de reivindicações sobre a questão salarial e as condições de trabalho.

Segundo o presidente Valdir o movimento de passeata, que no dia (24) percorreu parte da Rua Nove de Julho e Rua São Bento, prevê dar maior visibilidade ao movimento de greve.
No último período o Sismar ocupou a Tribuna Popular da Câmara onde apresentou propostas em relação a greve, o debate gerou polêmica entre os parlamentares sobre a manutenção da greve. Sobre o papel dos vereadores Valdir afirmou “a Câmara Municipal é uma despachante da Prefeitura, não tem autonomia, estão vinculados ao governo”.

Perguntado sobre sua postura caso o Sismar pudesse estar hoje no lugar do prefeito Marcelo Barbieri (PMDB), Valdir respondeu “eu abriria o diálogo, a política é o exercício do diálogo com os diferentes”

As diretrizes defendidas pelo movimento de greve, segundo o Sismar, são alterações de remanejamento dentro do orçamento existente, “o modelo atual não contempla o servidor que bate seu cartão no horário cotidianamente”. Sobre a mobilização dos servidores o sindicato afirma que a adesão é crescente e chegou ontem a 700 assinaturas.

Sobre o processo de negociação Valdir Filho afirmou “já fizemos três notificações, procuramos o Ministério Público, mas a Prefeitura não abre o diálogo com os servidores. Amanhã [hoje] faremos uma passeata que irá desde o Teatro Municipal até o Paço Municipal e continuaremos o movimento”.

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Número de vereadores: por cima ou debaixo da mesa?


01. Número de vereadores: por cima ou debaixo da mesa?


 Ocorreu pela manhã de ontem (23) coletiva de imprensa no gabinete do presidente da Câmara Municipal de Araraquara Aluisio Braz, o Boi, (PMDB), estiveram presentes os parlamentares que compõem a Mesa Diretora [Edio Lopes (PT), Juliana Damus (PP) e Lapena (sem partido)]. O motivo foi à nova proposta sobre o já velho debate sobre a alteração do número de vereadores para a eleição municipal de 2012, que deve eleger novos vereadores e prefeitos no Brasil.
A Mesa diretora defende que o número seja fixado em 17 vereadores, no início deste ano a Câmara aprovou o número de 21. Segundo os vereadores presentes na coletiva o projeto deve ser votado já na próxima sessão (31).
Boi afirmou que a Mesa Diretora tem autonomia para defender sua proposta, e que dialogou com o prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) e sabe que Marcelo defende 21, mas que prometeu não interferir na discussão no legislativo.


02. Quem vai dizer que o presidente da Câmara é leviano?


A frase acima é do próprio presidente da Câmara Aluisio Braz, o Boi, (PMDB) em plenário. Na sessão legislativa o movimento de apoio de diminuição para 17 do número de vereadores realizado pela Mesa Diretora não agradou, e o líder de governo João Farias afirmou que “é um desrespeito ao coletivo dos vereadores o que foi feito pela Mesa Diretora, a Mesa não poderia ter chamado está coletiva com a imprensa sem dialogar com os vereadores, pedimos para que a mesa convoque uma reunião com todos os vereadores sobre o assunto”.
Em resposta Boi afirmou “você João se isentou da discussão do número de vereadores por motivos partidários [João Farias era secretário de habitação e estava licenciado da Câmara], esteve isento de um momento tão importante da Casa, se omitiu, a democracia se constitui no voto, e a Mesa Diretora tem que seguir os próprios passos, todo mundo terá o direito ao seu voto.
O vereador Tenente Santana (PSDB) interviu na discussão dizendo “por favor, isto está sendo ouvido pela população, esta sendo transmitido,  por favor, vamos suspender a sessão”

03. Câmara de Ar: a cada brisa uma nova proposta

Uma história rápida: Em dezembro do ano passado se reúnem a maioria dos presidentes de partidos de Araraquara e vereadores, o tema foi a alteração do número de vereadores. Duas propostas na mesa, uma favorável ao diálogo aberto com a população sobre o tema e a outra defende o voto do projeto com diálogo apenas com lideranças políticas da Câmara. Vence a segunda proposta e o projeto é votado logo em fevereiro deste ano, aprovado 21 vereadores.
Agora muitos meses depois a Câmara retorna a própria decisão e a Mesa Diretora propõe 17 vereadores na manhã de ontem (24) na sessão legislativa no período da tarde uma discussão pesada entre presidente da Câmara Aluisio Braz, o Boi, (PMDB) e João Farias (PRB). O PT que tinha se definido em 13, agora aponta com Edio Lopes (PT) um apoio de 17, que pode vir a ser a posição de todo o partido, segundo o próprio parlamentar.
Se o medo de abrir o debate sobre a questão era diminuir o desgaste ao legislativo, parece que não deu certo. Erraram ainda feio os teóricos que evitaram abrir o debate a população, temendo a ação de “aventureiros” criticarem os políticos, como podemos perceber nem precisou abrir o microfone a população, os próprios parlamentares deram conta de se agredir verbalmente, trocando posições e posturas em relação ao tema a cada momento.


Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo



Luís Michel Françoso

terça-feira, 17 de maio de 2011

Sessão da Câmara


01. POSTO

O vereador João Farias (PRB) irá apresentar na próxima sessão projeto prevendo o fechamento de lojas de conveniência e congêneres localizadas em postos de combustíveis da cidade, nos períodos de segunda às quintas- feiras, no horário compreendido entre vinte e três às seis horas da manhã e as sextas-feiras, sábados e domingos de zero hora às seis horas da manhã.
O projeto promete ser polêmico, onde pode se encontrar em meio a justificativa do documento o argumento “hoje essas lojas são verdadeiros “pontos de encontro” de jovens, que passaram a se reunirem nestes locais, para se divertirem...a justificativa para que os jovens procurem esses locais é a de terem liberdade de estacionarem e permanecerem no local o quanto achar necessário, sem serem expulsos por policiais”.

02. LIBERDADE DE IMPRENSA

O vereador Tenente Santana apresentou indicação ao prefeito Marcelo Barbieri (PMDB) sugerindo que a secretaria municipal de Trânsito e Transportes isente os veículos de reportagens (identificados) pertencentes às empresas de comunicação, do pagamento da tarifa de área azul, quando em atividade jornalística.

03. DISPUTA PEQUENA

Desencontrada a votação sobre a proposta da bancada petista de abertura de Comissão Especial de Estudos (CEE) sobre a Companhia Troleibus Araraquara (CTA). O debate é fruto de audiência pública realizada na Câmara com a população, onde ficou definida a abertura da comissão com a composição de quatro vereadores e sete participantes da audiência sobre Transporte Público Coletivo. A base governista defendeu composição técnica para a comissão e rejeitou proposta de sete integrantes da sociedade.
Mas, como se sabe o debate passou bem longe da possibilidade de modificar alguma questão em relação ao transporte coletivo na cidade. Importante mesmo seria descobrir por que tanto petistas quando governo quanto peemedebistas na atual gestão, nunca abriram mão de inúmeros cargos na CTA para políticos em vagas de notória necessidade de experiência técnica. Vivemos em uma cidade que tem que assistir quase todos os seus ônibus circularem numa única via, a saber, Rua Nove de Julho, por ainda não ter sido efetivado o projeto dos mini-terminais. Onde mesmo com o aumento de veículos particulares e os primeiros indícios de congestionamento as pessoas resistem à idéia do transporte coletivo pela combinação de baixa qualidade (horários atrasados, excesso de lotação e deterioração dos ônibus) e alto custo.

04. A GRANDEZA DAS PALAVRAS

O vereador Tenente Santana (PSDB) questionou projeto apresentado por Carlos Nascimento (PT), de autoria original em 1996 da vereadora na época Vera Botta (PT), que denomina a “Semana da Mulher de Araraquara: Luiza Augusta Garlippe (Tuca)”. Tenente Santana se mostrou preocupado em discurso com o fato de denominar a “semana de todas as mulheres” através de “um nome apenas”. Nascimento em resposta afirmou que frente à tamanha reivindicação pediria vista do projeto por um dia. Santana emendou “por isto o senhor é um grande vereador, por ter esta moral”.


Publicado no jornal Folha da Cidade, Araraquara - São Paulo

Luís Michel Françoso