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terça-feira, 28 de junho de 2011

Quem tem aversão à política?


01. Quem tem aversão à política?

Normalmente o que se vê nas ruas são duras críticas a política.  Por sua vez, a classe política surgiu na sociedade como um grupo necessário a organização e representação dos membros de uma cidade, mas hoje os políticos são vistos muitas vezes como um empecilho ao crescimento.
O fato é admitido inclusive pelos políticos, o presidente da Câmara Municipal Aluisio Braz, o Boi, (PMDB) ontem em entrevista declarou que muito desta aversão é fruto da própria conduta errada dos políticos, que a seu ver contribuíram para afastar a classe política da população.
Araraquara nas eleições municipais de 2008 teve seis candidatos a prefeito e 186 candidatos a vereador. Destacando que os três primeiros colocados na lista dos votos não são vereadores, mas sim votos de abstenção 21.782, branco 6.460 e nulo com 4.878. O primeiro colocado dos vereadores foi Elias Chediek (PMDB) com 3.574, em um total de 144.391 votos naquela eleição.
O jogo entre população e políticos, é um jogo de uns poucos habilidosos, um terreno frágil que pode implicar no heroísmo ou no declínio rápido de figuras políticas.  Um jogo onde, quem diz que não joga, joga melhor, tanto do lado da população quanto dos políticos. A apatia e a aversão são uns dos sentimentos mais políticos dos homens da democracia.

02. Existe prazer na política?

Durante a sessão legislativa de ontem (28) foram entrevistados o presidente da Câmara Aluisio Braz, o Boi, (PMDB) e o vereador João Farias (PRB) sobre qual o prazer da política para eles.
Sobre o tema respondeu o vereador João Farias “a política transforma, o fato de poder participar da transformação da vida das pessoas, o que permite isso é a ação política, o maior prazer é você sentir que é um instrumento ativo na transformação da vida das pessoas”. Já o presidente da Câmara Aluisio Braz declarou “o maior prazer foi ver meu filho sendo atendido na Unidade de Pronto Atendimento da Vila Xavier, não como sendo filho do presidente da Câmara, pois não me identifiquei, mas como um cidadão comum, ver que o dinheiro que nós contribuímos está sendo retornado num serviço de qualidade. A política pode transformar as coisas impossíveis em realidade, isto me motiva a fazer política”

03. Um olho no mandato, o outro na eleição

Em ano de véspera das eleições os vereadores aprovaram o retorno da realização da semana de prestação de contas, o projeto é de iniciativa do vereador Carlos Nascimento (PT). Ficam assim obrigados os vereadores a realizarem audiência aberta a população para apresentarem seu trabalho realizado durante um certo período em seus mandatos. A medida já vigorou em Araraquara, mas havia sido revogada anos atrás.
O projeto pode ser uma ferramenta para aproximar a população dos trabalhos legislativos. Na medida em que se consiga transformar os mandatos em espaços atrativos para a população.

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, Sao Paulo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Após um mês de mudanças, Rotatória das Roseiras é avaliada positivamente


No dia 19 de maio a secretaria municipal de Trânsito e Transportes implementava mudanças em uma das áreas de maior dificuldade para o fluxo do trânsito de Araraquara, a rotatória do Jardim das Roseiras. Após um mês da mudança a reportagem procurou a população para saber qual a opinião sobre as alterações realizadas no local.
O trânsito em Araraquara vem sendo tema recorrente por motivo de congestionamentos em alguns pontos da cidade, antes não vivenciados. Projeções apontam aumento do número de carros em circulação.
Sobre o tema, em entrevista já publicada, o presidente da ADA (Agência de Desenvolvimento de Araraquara) professor Drº José Reis do Santos, afirmou que “temos estudos que apontam que Araraquara tem hoje um carro para cada duas pessoas maiores de 20 anos”. Assim, o predomínio de formas de locomoção individuais tende a contribuir para o aumento de problemas no trânsito, cada vez mais carregado.
 A sinalização implementada na rotatória das Roseiras comporta a faixa 1 com acesso à Luiz Alberto e o retorno, a faixa 2 com acesso à Maurício Galli e a faixa 3 com acesso à Alameda Paulista.

OPINIÃO DA POPULAÇÃO

Sobre as modificações na rotatória das Roseiras declarou em entrevista Lino Melhado que trabalha como moto-taxista “no começo era um pouco confuso, mas agora esta bom. O sistema está mais rápido, acho que melhorou, é que nós temos o costume de rejeitar as inovações”.
Edimar Nunes Machado, que atua como Arrecadador, afirmou também sobre a situação na rotatória “achei muito bom, melhorou no quesito segurança, agora esta mais rápido”. Mas, quando questionado sobre o trânsito na cidade Edimar declara “o trânsito está ruim, estamos com um crescimento grande de motos e carros circulando”.
Já Deivis Ferraz que trabalha como moto-taxista opinou “melhorou 100%, os faróis estão rápidos, diminuíram o número de acidentes, o que precisa é o povo se acostumar ao uso das faixas da Via Expressa”. Deivis também alerta para o aumento do número de veículos no trânsito.
Por fim, o taxista Juraci Gonzaga afirmou “ficou bom, diminuiu os acidentes, mas algumas pessoas ainda não se acostumaram à mudança e não estão respeitando o sistema das três faixas”

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

sábado, 25 de junho de 2011

Comércio as duas

Hoje antes do almoço, estava montando algumas matérias sobre o trânsito da cidade de Araraquara. Quando em frente a Câmara Municipal encontrei o vereador Serginho Gonçalves (PMDB), onde este me explicava sobre o andamento de sua iniciativa que propõe o fechamento do comércio às 14 horas nos sábados. Atualmente o comércio fecha as 17h.
O parlamentar afirmou que o projeto vem sendo bem recebido por lojistas e que na próxima semana deve ocorrer reunião para agilizar negociações sobre o tema.

Abrindo os olhos


Abrindo os olhos

Com a aproximação das eleições municipais de 2012 que irá decidir os cargos de prefeito e vereadores, o início deste ano já apresentou um panorama acirrado de acontecimentos políticos. Não foram poucos os casos polêmicos, como as paralisações em obras públicas, acusações da oposição em problemas nas compras de lousas digitais, um recorde de permanência de greve geral dos servidores públicos, mudança no número de vereadores da Câmara, dentre outras que poderíamos citar.
 Parece que nas últimas semanas entramos em um momento de reflexão para cada força política da cidade. Mas, segundo o que se ouve pelos bastidores da política para os próximos dias algumas peças importantes devem mudar, aguardemos.

Novas metas

Pelo que se ouve nas ruas, Araraquara está necessitando de mudanças nos seus serviços públicos oferecidos. Não é possível que uma cidade com índices tão positivos de crescimento econômico e de geração de empregos tenha ainda que conviver com um serviço público de transporte coletivo na situação em que se encontra.
Não foram poucas as reclamações colhidas de cidadãos insatisfeitos sobre atrasos de ônibus, péssimas condições das acomodações dos veículos e superlotação. Recentemente a tarifa foi aumentada para R$ 2,50, mas projetos importantes como os do mini-terminais que permitiriam descentralizar a circulação dos veículos do centro da cidade, continuam sem serem efetuados.
Araraquara precisa se debruçar sobre problemas estruturais que dependem de planejamento e participação da sociedade.


Esperando sentado

Recentemente a empresa Paraty vem realizando o transporte de passageiros da linha intermunicipal entre Araraquara e Santa Lúcia. Por estes dias recebi reclamações sobre situação de pessoas que utilizam o serviço da empresa na referida linha. Por motivo de lotação os passageiros são obrigados a viajar em pé, na linha que tem trajeto de mais de 40 minutos. Conferi por várias vezes e presenciei o fato, que não é novidade para aqueles que utilizam o transporte. Como é de notório conhecimento é irregular realizar o transporte de passageiros em pé em viagens entre municípios. Se não fosse irregular, seria no mínimo pouco profissional oferecer um serviço pago nestas condições.
É lamentável que tal fato continue a acontecer, vamos aguardar que as medidas necessárias sejam tomadas sobre o caso.

 Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

terça-feira, 21 de junho de 2011

O funcionário público é um número

01. O funcionário público é um número


Ontem (21) o principal assunto abordado nos bastidores era o da liminar expedida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas que passa a impedir o desconto dos salários dos funcionários públicos que comporam o movimento grevista deste ano. 
A Prefeitura de Araraquara em nota informou que irá cumprir a decisão, onde declara “como a folha de pagamento já havia sido fechada, o valor descontado dos servidores que aderiram ao movimento grevista será creditado em folha suplementar, cumprindo todos os prazos legais. A Secretaria de Negócios Jurídicos está analisando as medidas que serão tomadas”. 
Assim, retornamos ao ponto de onde todos saímos, a medida será com certeza comemorada pelo Sismar pelo fato da exemplaridade da decisão frente à execução da greve. O governo também pode comemorar, contrapondo esta decisão, a anterior que considerou a greve realizada enquanto abusiva.
Impressões políticas a parte, o servidor receberá o que normalmente receberia, o seu salário. Mas, sinceramente pelo que conversamos cotidianamente com funcionários públicos os problemas não param nos números. E o Plano de Cargos e Carreira? As condições de trabalho? As possibilidades de crescimento na carreira?
Você servidor que após todo este processo, sendo grevista ou não, que agora retornou a sua repartição quais foram às mudanças reais ocorridas em relação a sua condição de trabalho?
O problema é que o debate em torno da condição do funcionalismo público passa necessariamente pela idéia que temos de Estado. O diálogo que define uma greve deveria ser feito pelos servidores, os componentes do governo e os vereadores. Se a política não muda, a realidade dos servidores muito menos mudará. Pois, uma depende da outra. Mas, até onde sabemos o debate entre a classe política e os servidores continua de enfrentamento e não de composição, e aí o resultado é sempre um só, números. Anda faltando política para os políticos.
 
02. Meu caro amigo

Ontem (21) na Sessão Legislativa o aniversário do vereador Serginho Gonçalves (PMDB) foi amplamente comemorado em plenário. Mas, em um dado momento o próprio Serginho tomou o microfone para discursar sobre a data festiva. E durante o discurso começou a enumerar um a um, os vereadores, agradecendo pela comemoração de sua importante data. 
No final de seu discurso o parlamentar declarou que “eu queria agradecer, por fim, o meu grande amigo...vereador...meu caro amigo...que.... esqueci o nome”, no momento os demais vereadores assopraram o nome do vereador Lucas Grecco (PMDB). Serginho rapidamente emendou “me desculpe, Lucas, somos amigos já há mais de 15 anos”. 

03. Semana de prestação de contas 

Foi adiada ontem a votação do projeto que prevê criar a semana de prestação de contas em Araraquara, de iniciativa do vereador Carlos Nascimento (PT).  A proposta é que uma vez a cada ano, ocorra audiência sobre o assunto no período noturno às 19h30, com transmissão ao vivo pela Câmara Municipal, não podendo ultrapassar o período de uma hora.


Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, São Paulo

Luís Michel Françoso

Agora na sessão Legislativa


Caros leitores,


Neste momento estamos cobrindo as atividades da sessão legislativa da Câmara Municipal de Araraquara.

Logo mais, no início da noite, teremos a coluna Faca Amolada com o melhor dos bastidores da política.


Muito Obrigado

Projeto de lei responsabiliza políticos por promessas de campanha



Projeto de lei a ser discutido pela Câmara Municipal de Araraquara pretende obrigar políticos a transformarem promessas de campanha em plano de metas. A proposta é do vereador Edio Lopes (PT) que declarou que a medida será positiva para tornar pública as formas e o período de realização das promessas apresentadas no período de campanha. Projetos como estes já são realizados em cidades como São Carlos e na capital São Paulo.
O projeto prevê que após a posse o prefeito eleito deverá elaborar em até 90 dias um Plano de Metas contendo todas as diretrizes apresentadas durante o período da campanha eleitoral pelo candidato. O plano deverá conter ainda as previsões de aplicação das metas a serem alcançadas durante o período da gestão.
O plano elaborado, segundo o projeto, deverá ainda ser amplamente divulgado prevendo contribuir com o acesso e o debate público acerca das ações do Estado. Em algumas cidades já ocorrem um conjunto de audiências públicas que debatem tema a tema as metas apresentadas pela gestão municipal.
A medida de utilização do Plano de Metas já foi adotada por implementado em cidades como Barra Bonita, Campinas, Cosmópolis, Fernandópolis, Ilha Bela, Itapeva, Mauá, Mirassol, Penápolis, Ribeirão Bonito, São José do Rio Preto, São Paulo e Taubaté.

Publicado no jornal Folha da Cidade - Araraquara, Sao Paulo

Luís Michel Françoso